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Textos com Etiquetas ‘Ruy Castro’

Mais um para a discussão do approach

Não sei o que está acontecendo com os colunistas dos velhos jornalões, mas hoje mais um resolveu falar sobre os nossos americanismos de cada dia. Foi o Luis Fernando Veríssimo, no Estadão, que reclamou dos termos espalhados pelas vitrines do comércio. Para quem não viu, ontem o Ruy Castro e o Antônio Prata já tinham tocado no assunto, na Folha.

O que me chamou mais atenção ao ler os artigos foi o aspecto geracional. Castro e Veríssimo, ambos já passados dos 60, acham que estamos falando muito inglês. Antonio Prata, que ainda não chegou nos 40, não vê tantos problemas. Será mera coincidência?

Qual o problema em ter um bom approach?

Hoje, ao fazer minha caminhada matinal pela dona internet para saber o que de bom e de ruim aconteceu no mundo enquanto fui obrigado a dormir, me deparei com dois textos de colunistas da Folha de S. Paulo. Os dois estavam lado a lado na página principal do site e tratavam praticamente do mesmo tema: a presença de estrangeirismos no nosso cotidiano. As teses, porém, eram bem diferentes. De um lado, Ruy Castro ironizava a presença de tantos termos gringos no vocabulário corporativo. De outro, Antonio Prata defendia que fossemos um pouco mais receptivos às palavras que já se incorporaram ao nosso dia a dia.

Como costuma acontecer, estou mais para o Antonio Prata do que para Ruy Castro. Talvez seja uma questão geracional, mas não vejo com tanto problema a entrada de novos elementos em nossa língua. Podem falar do tal to imperialismo americano e da submissão ao padrão hollywoodiano, mas isso é fato posto e não vai ser adotar as teses de Aldo Rebelo que vai nos deixar menos dominados.

O idioma é vivo e precisa da incorporação de novos elementos para se manter. O problema não está em falar mouse ou tablet. Melhor isso do que rato, como em Portugal, ou prancheta, como tentaram emplacar na época do lançamento do iPad.

Só não podemos nos deixar transformar naqueles pedantes do mundo dos negócios que preferem falar de “business plan” do que de plano de negócios. Se você se render a isso, meu caro, você é só aquele personagem da música dos Zecas Pagodinho e Baleiro.

P.S.: Sei que ando meio ausente, mas as últimas semanas têm sido um pouco corridas. Prometo normalizar minhas passagens por aqui assim que possível – e, enquanto isso, fazendo umas aparições durante o impossível.

Finalmente

Finalmente consegue atualizar meu portfólio. Tinha muita coisa para incluir e mudar e, por isso, sempre deixava essa tarefa para depois.

Desde que criei esse blog, muita coisa mudou. Me formei, aprendi muito sobre o que é o jornalismo além da teoria, descobri coisas novas e confirmei outras que eu já desconfiava. Infelizmente foi tudo tão rápido e tão intenso que não tive tempo de compartilhar isso aqui no blog – o que com certeza serviu para afugentar qualquer possibilidade de ter leitores fieis.

Agora pretendo mudar essa situação. Tenho trabalhado muito, mas não ter a obrigação de ir para a Faculdade toda noite deixa as coisas mais fácil. Pretendo usar esse espaço para discutir um pouco de jornalismo – será que esse raio de profissão que fui escolher tem futuro? – e dos projetos em que estou pensando em me envolver.

Como sempre, ando com mil ideias na cabeça e acho que dessa vez vou tirar uma delas do papel. Acho que vou fazer aquele curso com Ruy Castro ter alguma utilidade na minha vida. É, amigos, estou planejando encarar a tarefa de escrever uma biografia. Já comecei as pesquisas e estou bem animado. Acredito que esse projeto vá tomar um bom tempo – ainda nem tenho ideia de quando vai ficar pronto -, mas que será um período muito prazeroso, no qual poderei estudar um pouco mais sobre coisas que adoro, como o samba.

Por hoje é só. Prometo não ficar tanto tempo sumido. Quem sabe amanhã já volto com alguma novidade, né?