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Textos com Etiquetas ‘jornalismo’

Nova etapa

Dentro de alguns instantes começa uma nova fase na minha vida. Estou indo para meu primeiro dia de trabalho no jornal Brasil Econômico. É um grande desafio, afinal nunca trabalhei em jornal diário, mas estou animadíssimo com a ideia.

Torçam por mim!

Lobo é cozido vivo. E agora?

Um pouco de diversão. Vejam essa ótima propaganda, do ótimo The Guardian. Muita gente já deve ter visto, porque o vídeo circulou bastante nos últimos dias, mas é tão bom que eu não podia deixar de postar.

E ai? Será que o tal do jornalismo aberto, mostrando a imagem completa, que o Guardian diz buscar existe mesmo? Estamos perto dele?

(Recebi primeiro a dica do Guilherme Alpendre, da Abraji.)

Escutar também é falar

Há pouco tempo, quando fiz um curso com a jornalista Eliane Brum, ela bateu muito na tecla de quanto é importante para o jornalista saber ouvir – não só o que é dito, mas o que fica por dizer também. Gostei da ideia, porque nunca fui daqueles jornalistas faladores. (Se você me conhecesse, deve estar me chamando de mentiroso. Mas venhamos e convenhamos: no começo de uma relação sempre sou mais calado. E os contatos com fontes costumam ser justamente esses tais começos de relação.)

Acho tão importante ouvir, que já cheguei a ficar mais de uma hora com entrevistados no telefone sem dizer nada além de “aham”. Adoro quando a entrevista caminha assim. Peço para a pessoa falar sobre tal tema e ela vai falando, naturalmente, ligando os pontos sem que eu tenha que forçar a barra em momento algum. No final, apenas faço as perguntas que eu tinha programado e não foram respondidas e as dúvidas que surgiram durante a conversa. Pronto. Rende bem mais do que se eu tentasse brigar com a pessoa, disputando quem fala mais, quem é mais inteligente, e apresentando teses e contrateses com as quais fonte muitas vezes concorda apenas para poder seguir com seu raciocínio. Pois é. Tem repórter que faz isso e não é um, nem são dois. Já vi vários – e eles costumam se achar ótimos entrevistadores.

Para esses, fica a dica: no livro Venenos de Deus, Remédios do Diabo, do escritor moçambicano Mia Couto, um dos personagens – um político chamado Suacelência – diz, lá pelas tantas, que “escutar também é falar”. Achei a frase linda e tenho ela marcada em um post-it em cima de minha cama, para que jamais me esqueça dessa lição. Foi só depois de ler e entender isso que resolvi me assumir como um escutador e defender a importância que isso pode ter para minha profissão.

Que tenhamos um jornalismo com mais escutadores do que faladores!

(Se não conhece o trabalho de Eliane Brum, recomendo os textos dela no site da revista Época e os livros de reportagem O Olho da Rua, A Vida que Ninguém Vê e a ficção Uma Duas. Se ainda não se encantou, não perca a oportunidade de se encantar com a sensibilidade do texto dela, que é a melhor e mais premiada jornalista do Brasil atualmente.)

(Se quer saber mais sobre Mia Couto, veja esta participação dele em uma conferência em Portugal, falando sobre o medo. Os livros, não me arrisco a indicar uns poucos. Leia todos que encontrar e mais os contos que encontrar por aí.)

6º Congresso da Abraji

Todo ano, espero ansiosamente a realização do Congresso da Abraji. É uma oportunidade única para encontrar gente interessante e apaixonada pela profissão e, principalmente, para aprender coisas novas.

Entre 30/6 e 2/7, em São Paulo, vai acontecer a 6ª edição desse evento. Na programação, gente como Claudio Weber Abramo, , Eliane Brum e Fernando Rodrigues falando do presente e do futuro do jornalismo e dos jornalistas.

Se você já foi alguma vez ao Congresso da Abraji, sabe o quanto vale a pena. Se nunca foi, recomendo que vá. As inscrições já estão abertas e quem pagar até 8/5 tem um super desconto. Estudantes também têm preços especiais.

Para ver a programação e se inscrever, clique aqui.

Finalmente

Finalmente consegue atualizar meu portfólio. Tinha muita coisa para incluir e mudar e, por isso, sempre deixava essa tarefa para depois.

Desde que criei esse blog, muita coisa mudou. Me formei, aprendi muito sobre o que é o jornalismo além da teoria, descobri coisas novas e confirmei outras que eu já desconfiava. Infelizmente foi tudo tão rápido e tão intenso que não tive tempo de compartilhar isso aqui no blog – o que com certeza serviu para afugentar qualquer possibilidade de ter leitores fieis.

Agora pretendo mudar essa situação. Tenho trabalhado muito, mas não ter a obrigação de ir para a Faculdade toda noite deixa as coisas mais fácil. Pretendo usar esse espaço para discutir um pouco de jornalismo – será que esse raio de profissão que fui escolher tem futuro? – e dos projetos em que estou pensando em me envolver.

Como sempre, ando com mil ideias na cabeça e acho que dessa vez vou tirar uma delas do papel. Acho que vou fazer aquele curso com Ruy Castro ter alguma utilidade na minha vida. É, amigos, estou planejando encarar a tarefa de escrever uma biografia. Já comecei as pesquisas e estou bem animado. Acredito que esse projeto vá tomar um bom tempo – ainda nem tenho ideia de quando vai ficar pronto -, mas que será um período muito prazeroso, no qual poderei estudar um pouco mais sobre coisas que adoro, como o samba.

Por hoje é só. Prometo não ficar tanto tempo sumido. Quem sabe amanhã já volto com alguma novidade, né?