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Textos com Etiquetas ‘dia das mães’

Valeu, mãe!

Queria ter escrito ontem, mas acho muito difícil escrever sobre minha mãe. Tentei por mais de uma vez, mas não consegui. De certa forma, escrever sobre ela é como escrever sobre mim mesmo. Olho para ela e enxergo tantos de meus defeitos e qualidades que fica até difícil apontar cada um deles. É como fazer um autorretrato – algo impossível de ficar bom. Por isso não vou – e nem quero – me ater descrevendo minha mãe. Eu e ela sabemos como ela é – e é isso o que importa.

Existe um velho ditado que diz que, como Deus não podia estar em todos os lugares ao mesmo tempo, ele resolveu inventar as mães. Alguns dizem que a frase é de George Washington, outros que é um ditado judaico. Não importa. Sei que velhos ditados normalmente são bobagenzinhas de fundo moral que costumam ter a profundidade de uma tábua de bater carne, mas nesse eu ponho fé. Mãe – pelo menos a minha mãe – é um ser especial, sempre pronto para salvar sua vida.

Ser mãe não deve ser tarefa fácil. Carregar uma vida na barriga e, depois disso, continuar se sentindo a responsável por ela por toda a eternidade. Ser mãe é não ter descanso. Nós, filhos, somos treinados para dar problemas o tempo todo e, mesmo quando a gente acha que nossas mães não vão mais nos dar nenhuma chance, lá estão elas, com um ar tão severo que a gente sabe que, no fundo, aquilo só pode ser amor.

O que quero com esse texto não é dizer o quanto amo minha mãe. Tenho dificuldades em demonstrar sentimentos e não vejo razão de me forçar a fazer isso apenas porque inventaram de marcar um dia qualquer no calendário. Meu amor por minha família não se mede em calendários e não seria justo que fosse assim.

Por isso, aproveito esse espaço apenas para dizer obrigado. Preciso agradecer por ela ser minha amiga – a melhor que já tive, que tenho e que, certamente, terei. Por ela ter me feito tão parecido com ela. Por ela saber que eu tenho defeitos e fazer com que eu me esforce para que eles sejam menores do que minhas qualidades. Por ela saber que tem defeitos e lutar para que eles sejam cada dia mais insignificantes. Por ela não passar a mão na minha cabeça quando estou errado e ser dura comigo quando preciso. Por ela fingir que gosta dos meus papos chatos. Por ela ser minha companheira de escritório nessa vida de frila. Por ela não ter medo de me contar quando exagero. Por ela se orgulhar de minhas pequenas vitórias. Por ela me apoiar nas minhas derrotas. Por ela me segurar sempre que achei que ia cair.

Enfim. Demorei um dia inteiro para chegar a esse texto e estou postando com atraso não porque sou um filho relapso – ou não só por isso. Foi difícil porque a lista de agradecimentos é grande e não se encerra nessa. É duro selecionar apenas alguns para escrever, mas aqui estão uns poucos, só para registrar.

Obrigado por tudo, mãe. Sei que sou péssimo para dizer essas coisas, mas eu te amo. E não é pouco!