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Qual o problema em ter um bom approach?

Hoje, ao fazer minha caminhada matinal pela dona internet para saber o que de bom e de ruim aconteceu no mundo enquanto fui obrigado a dormir, me deparei com dois textos de colunistas da Folha de S. Paulo. Os dois estavam lado a lado na página principal do site e tratavam praticamente do mesmo tema: a presença de estrangeirismos no nosso cotidiano. As teses, porém, eram bem diferentes. De um lado, Ruy Castro ironizava a presença de tantos termos gringos no vocabulário corporativo. De outro, Antonio Prata defendia que fossemos um pouco mais receptivos às palavras que já se incorporaram ao nosso dia a dia.

Como costuma acontecer, estou mais para o Antonio Prata do que para Ruy Castro. Talvez seja uma questão geracional, mas não vejo com tanto problema a entrada de novos elementos em nossa língua. Podem falar do tal to imperialismo americano e da submissão ao padrão hollywoodiano, mas isso é fato posto e não vai ser adotar as teses de Aldo Rebelo que vai nos deixar menos dominados.

O idioma é vivo e precisa da incorporação de novos elementos para se manter. O problema não está em falar mouse ou tablet. Melhor isso do que rato, como em Portugal, ou prancheta, como tentaram emplacar na época do lançamento do iPad.

Só não podemos nos deixar transformar naqueles pedantes do mundo dos negócios que preferem falar de “business plan” do que de plano de negócios. Se você se render a isso, meu caro, você é só aquele personagem da música dos Zecas Pagodinho e Baleiro.

P.S.: Sei que ando meio ausente, mas as últimas semanas têm sido um pouco corridas. Prometo normalizar minhas passagens por aqui assim que possível – e, enquanto isso, fazendo umas aparições durante o impossível.

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