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Documentários em tempos de internet

Todo mundo está tentando encontrar um caminho para fazer o jornalismo aproveitar o máximo possível das ferramentas apresentadas pela internet. As possibilidades são muitas e os resultados benéficos para todos – empresas, que ganham uma sobrevida; jornalistas, que ganham novas formas de contar histórias; leitores, que têm a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre determinados temas.

Umas das últimas iniciativas que vi nesse sentido foi esta reportagem da BBC. A junção de vídeos e gráficos me parece interessante, mas ainda há algumas coisas que me deixam bastante incomodado com o projeto. Falta aparar algumas arestas e tornar a coisa ainda mais interativa. Natural, já que eles mesmo dizem que ainda estão na faze beta dessa linguagem e pedem sugestões de melhorias.

A iniciativa me fez lembrar de um projeto desenvolvido pela Agência Brasil, no auge do bom trabalho realizado lá por gente da qualidade de Eugênio Bucci e André Deak. O projeto é o Nação Palmares. Procurei o link, mas tudo indica que não está mais no ar (mais um sinal de que o trabalho da Agência, que parecia tão promissor nos primeiros anos do governo Lula, acabou descambando nos últimos tempos). Nação Palmares era um documentário hipermidiático, que buscava tirar o melhor proveito de cada forma de se contar notícia. Quem quiser imaginar um pouquinho melhor como isso funcionava, é só dar uma olhada no “making off” feito pelo Deak.

Outro projeto muito bacana de documentário digital é o Out My Window, uma reportagem que envolveu gente no mundo inteiro. Em uma série de vídeos, pessoas falam sobre os vários aspectos de se viver em prédios em uma grande cidade, principalmente do sentido comunitário que isso envolve – ou, ao menos, deveria envolver. Out My Window poderia ser um documentário tradicional, de 90 minutos, tempo total dos vídeos apresentados. Seria lindo e impactante, porque as histórias propiciam isso. Mas, ao invés de se contentar com a tradição, os autores acharam melhor nos permitir encontrar nossos caminhos, decidindo em quais apartamentos vamos entrar e que parte da vida dessas pessoas queremos saber. Os autores chamam de “documentário 360º”. Seja qual for o nome, é uma experiência riquíssima como só a internet pode nos proporcionar.

  1. 21, abril, 2013 em 02:51 | #1

    Gabriel, essas iniciativas são muito bacanas mesmo, pois renovam o jornalismo e atraem o público que consome notícia na internet.
    Além de documentário 360°, alguns chamam este produto híbrido de webdocumentário. Com esse nome é possível encontrar vários outros bons trabalhos. No meu TCC trabalhei com este formato abordando o tema caminhoneiras. O material está disponível através do site http://www.caminhoneiras.com
    Uma boa fonte para quem se interessa pelo assunto é o site http://www.webdocumentario.com.br

    Sigo o teu blog pelo feedly, por isso nunca comento, mas gosto muito dos seus textos. Ahh, também fiz uma oficina de reportagem contigo, a palestrante era a Eliane Brum ;)

    Bjo

    • Gabriel Ferreira
      22, abril, 2013 em 09:48 | #2

      Olá, Ailime,

      Lembro de você da oficina da Eliane Brum. Legal saber que você lê meus textos. Também dei uma navegada pelo seu blog e vou incluí-lo no meu feedly com certeza.

      Muito obrigado pela sua mensagem e pela sugestão do Webdocumentario.com.br. Vou dar uma pesquisada por lá. Deve ter muita coisa interessante. Também vou ver o seu TCC. Adorei o tema! Deve ter rendido histórias incríveis.

      Beijos!

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