Cadê o tomate?

Nos últimos tempos o tomate se converteu em vilão nacional. Só se falava nisso, como se as culpas de todos os problemas econômicos enfrentados pelo país se resumissem a isso. Protestos de restaurantespiadinhas no Facebook, brincadeiras em programas matinais e até promoções de grandes varejistas fizeram com que a salada ganhasse um espaço na imprensa nunca visto antes na história desse país. Cheguei a ver até gente na TV sugerindo que se substituísse o tomate pelo chuchu. Tentei entender, mas resolvi deixar para lá… Enfim, falar mal do preço do tomate virou esporte nacional – até para gente que, como eu, nem sabia quanto ele custa normalmente.

Mas você qual o verdadeiro peso do tomate na inflação? O pessoal do Estadão Dados foi pesquisar e resolveu lançar um desafio. Clique no link e ache no gráfico o quadradinho que representa o tomate. Vou dar só uma dica: ele é menor do que o que representa a calça comprida masculina.

Mesmo sabendo que o tomate não é tão vilão quanto nos fizeram pensar, talvez você queira entender o que justifica o preço ter crescido tanto. A explicação, quem dá, é um dos jornalistas que melhor sabem falar de temas econômicos para quem não é muito ligado nesses assuntos, o Alexandre Versignassi, editor da Superinteressante e autor do livro Crash. O post dele no blog Crash dá um bom panorama do que aconteceu com o tomate. Resumindo, o que houve foi uma conjunção de fatores, que começa com aquela regrinha básica da oferta e demanda e vai até as políticas do governo de combate à inflação. Que tal, então, a gente deixar o pobre do tomate em paz e prestar atenção no que merece?

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